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Rotina, minha boa amiga

Atualizado: 29 de ago. de 2025

  • UMA CRÓNICA DE CONTENTAMENTO



Escrevo aos 30 anos, com apenas um mês em falta para os 31.


A vida tornou-se tão rotineira e cheia de responsabilidades que se tornou prazerosa. Nunca pensei acreditar naquilo que escrevo tanto como agora. A rotina é a coisa mais certa e incerta que tenho, assim como a melhor para me fazer agradecer pelas pequenas bênçãos.


Há comida na mesa. Preocupo-me em me alimentar melhor, em ter cuidado com o que como para não pagar uma conta pesada mais para a frente. Aliás, tomo a minha avó como exemplo. O corpo é como um cartão de crédito. É aprovado, mas a fatura chega!


Arrumo a casa, porque espaços limpos e organizados trazem-me a segurança de que esse é o caminho certo de tudo. Tanto que a clareza começa a fluir de uma forma que eu nunca pensei. Ou será que ainda busco uma aprovação por deixar tudo em ordem, como se me garantisse merecimento?


arquivos d'amargarida
arquivos d'amargarida

As contas são pagas, com base numa saúde e inteligência que vem do Alto e que me possibilita ir atrás do que é justo de ser ganho. E a cereja no topo do bolo: a fazer tudo de modo que os talentos são multiplicados e não reservados para mim.


Pouco a pouco retorno à multiplicação de outros: a pregação. Por ser dependente emocional – ao ter essa desagradável tendência (mas, também, se não fosse essa era outra qualquer) – eu preocupei-me muito com olhares que me encaravam enquanto eu estava numa pequena plataforma.


Fui incentivada pelos meus pastores a não deixar isso de lado. E têm razão! É impossível abandonar o que me foi dado.


Tendo a certeza de que não fui feita para ser reserva, mas para deixar as fontes jorrarem – lá está, da fonte que vem do Alto – é que voltei a dizer sim. Deixando de lado a insegurança e a necessidade de aprovação, fora a preocupação exagerada do que eu acho que as pessoas podem pensar a meu respeito.


Só tenho uma vida. É acerca dela que eu vou ter de dar contas a Quem ma deu. Ou atino ou atino. Não há meias medidas. Mornidão nunca foi o meu forte, não é o que O agrada, não é o que vai persistir.


Que Deus me ajude.


Comentários

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Comentários (29)

Elsa
há 1 dia

Maravilhosa narrativa.

Muito bom, minha flor linda.

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Adriana
30 de set. de 2025

Excelente como sempre!

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Fabiola
05 de ago. de 2025

Falar é uma das expressões e experiências mais incríveis que temos. Mas como falastes, precisamos cuidar com os nosso impulsos, esses podem levantar e podem destruir. Obrigada por essa reflexão.

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Convidado:
22 de out. de 2024

Vou dormir com o coração aquecido com esse texto ❤️

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Convidado:
27 de ago. de 2024

“… nos quer levar a nível de segurança tão grande onde vamos nos sentir livres para deixar toda a dor, todos cacos, nas suas mãos“ 🤯

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Convidado:
27 de ago. de 2024

A forma como abraçaste este viagem e te entregaste, e a coragem que demonstraste, é algo que me deixa sempre sem palavras.

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Convidado:
26 de out. de 2023

Gracias por llevarnos hasta allá! Hasta se me apretó la guata.

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amargaridablog
amargaridablog
Administrador
14 de nov. de 2023
Respondendo a

Hehe como nosotros decimos acá: Ora essa! :)

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Convidado:
18 de out. de 2023

Como amei ler seu texto e poder relembrar os detalhes dessa viagem tão intensa e incrível que fizemos. Obrigada ❤️😇

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amargaridablog
amargaridablog
Administrador
14 de nov. de 2023
Respondendo a

Seria bom voltar, né? Pode ser que um dia tenhamos boas notícias e seja possível voltar com tudo em paz :)

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Armando Marcos
Armando Marcos
18 de jul. de 2023

Muito bom seu texto, e compartilho sua dor pois tive um pai semelhante, e essa questão se estar sempre em alerta até hoje vem comigo

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Convidado:
18 de jul. de 2023

Wow! Que corazón enorme Dios te dió.

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amargaridablog
amargaridablog
Administrador
14 de nov. de 2023
Respondendo a

Sin ninguna duda! :) gracias por leer el texto.

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